Empresários ensinam: é possível ter independência financeira na adolescência

Fonte.: economia.ig.com.br

Após ver a firma do pai quebrar, o adolescente Kauê Linden decidiu empreender por conta própria. Foi emancipado aos 17 anos para abrir sua empresa, reformou o quarto de empregada de casa e fundou ali a Hostnet, uma provedora de serviços de internet, hoje com 40 mil clientes e uma sede instalada no Rio de Janeiro.

Aos 14 anos, antes mesmo de ser um empresário precoce, ele já ganhava uns trocados trabalhando com o pai, arrumando computadores e organizando eventos esportivos na web. Aos 18, Linden bancava as próprias despesas e, um ano depois, saiu de casa. Foi quando começou a ajudar os pais financeiramente, além do auto sustento. “Como todo jovem, tive um impulso consumista quando comecei a ganhar dinheiro.
Gastei bastante com viagens, passeei de helicóptero e ainda pagava aluguel”, conta. Em pouco tempo, porém, ele percebeu que deveria se educar financeiramente e começar a acumular patrimônio.
O jovem abriu uma empresa de publicidade com um sócio, diversificou o capital em fundos imobiliários e investiu em uma carteira de ações com 20 companhias. Hoje, aos 30 anos, tem um imóvel quitado e não possui dívidas.

Se tivesse seguido uma carreira corporativa, Linden acredita que não teria conquistado esse patrimônio tão rápido. “Carteira de trabalho é sinônimo de escravidão. Você só consegue antecipar a liberdade financeira se empreender”, diz ele, que iniciou seu negócio antes de a bolha da internet estourar, nos anos 2000.

O caminho da emancipação

Pelo exemplo de Linden, empreender pode ser uma das vias mais curtas rumo à independência financeira. Ao contrário da chamada “geração canguru” – adultos que vivem sob as asas dos pais – ele está na contramão de estatísticas que apontam uma tendência de emancipação cada vez mais tardia.

Existem 3 milhões de famílias no Brasil, das classes média e alta, sustentando filhos acima de 30 anos, das classes média e alta, de acordo com o último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado em 2012.

O jovem se torna independente quando é capaz de cobrir seus gastos fixos, semifixos e variáveis, explica a consultora financeira Suyen Miranda. “Significa que a pessoa não depende mais de terceiros para pagar as contas”.

Aluguel, condomínio e prestações de financiamentos entram na planilha das despesas fixas, enquanto contas de energia, telefone e água, por exemplo, ficam mais caras ou baratas conforme o uso. Já os gastos variáveis incluem lazer, alimentação e transporte.
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